sábado, novembro 19

PEQUENO CONTO

PEQUENO CONTO

Quando Carlinhos era pequeno, queria ser bailarino e os seus pais desencorajaram-no, porque era coisa de paneleiro.

Depois, quis ser cabeleireiro, mas os seus pais não deixaram porque era coisa de paneleiro.
Passado algum tempo quis ser estilista, mas os seus pais não permitiram porque era coisa de paneleiro.
Entretanto Carlinhos cresceu, é paneleiro e não sabe fazer merda nenhuma.




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sábado, junho 10

Dona Pachacha ( parte 1 )

Dona Pachacha, pavoneava-se pela Baixa Lisboeta. Pouco se importava com quem passava. Penugem descomposta (contemporânea diria ela) acende um cirrago e leva-o aos grandes lábios que numa inclinação de 180 graus fariam um sorriso aberto e simpático, assim desta forma formava apenas um esgar medonho e quase vil. Sem qualquer tipo de preocupação na vida atira milho aos pombos duma forma surreal e craitiva. Os pombos inclinam a sua cabeça de olhar curioso e se fossem humanos diriam (come-os tu, porca de merda). Acoçada por um sentimento de revolta para com os pombos emite assobios clitorianos e a multidão que passa atrasa o passo e, como em câmera lenta, olha-a de soslaio. Sente a rejeição de uma sociedade rapada e com penugem mal semeada. Esguicha para o chão uma golfada de gosma e ,deitando a beata fora, tal e qual como nos filmes, abandona o local com um pôr-do-sol magnífico a lembrar os filmes da Lassie.

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sexta-feira, novembro 11

Conto tradicional da Letónia

No quarto da patroa entra a criada.
-Bom dia Senhora! Vai tomar o pequeno almoço na cama?
- Não! Ontem andei a lamber o soalho da cave.
- Tou-me a cagar pra isso! Só perguntei se queira tomar o pequeno almoço na cama!
- Sim, sim! Mas agora vou escovar as unhas dos pés.
- Como quiser senhora! Estarei ali no hall de entrada a tirar o cotão daquelas reentrâncias da tijoleira.
- Ai é? Então quando tiver acabado de morder os cortinados e descoser o cós vou lá ter. É pena é me arrepiar a sensção do tecido a ranger nos dentes.
( A criada olha com ar de desdém para a patroa)
- Não me olhe com esses olhos sua serigaita! Parece uma gazela a parir em plena savana africana - Respondeu a patroa.
- A verdade é que me apareceram as regras há pouco e me sinto irritada. Peço perdão. Permiti-me que lhe lamba os pés.
- Isso é que não. Acabei de coçar o pipi e tenho uma unha encravada o que me causou uma escoriação no grande lábio da esquerda.
(A criada baixa a cabeça em sinal de derrota. A patroa, muito delicadamente pega-lhe no queixo com um ar terno)
- O que é isso? Já se peidou sua porca! Veja! (Aponta para o gato morto no parapeito da janela) Até o meu falecido marido notou! Envergonhe-se mulher do diabo!
- Já está a pisar o risco senhora! Nunca mais lhe sirvo chá nos copinhos de iogurte da Adágio, ou sequer lhe limpo o corrimão do sotão com a Swifer Ultra Plus.

Só queria que voces vissem a cara da patroa! Parecia que estava desfigurada. Pegou no gato morto. Beijou-o como nunca tinha beijado a criada e com a unha encravada acabou de golpear o pipi. Esvaiu-se em sague e morreu ali... ao lado daquele gato que tanto a amou em vida!

PS - A criada riu-se a bandeiras despregadas mas quando viu aquele trabalho disse:
- Foda-se! calha-me sempre a mim limpar a merda toda!

PSS -Lá fora caiam os primeiros flocos de neve no solo da Letónia.

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quinta-feira, outubro 20

Natacha (parte 2)

NATACHA...
Poderíamos dizer que é uima beldade da Birmânia
Mas na realidade é uma emigrante do leste... mais precisamente da Ucrânia

Bela Natacha é esplendorosa mas vive sempre desgostosa
Vive triste, e já nem sonha, porque tem uma rata medonha

Quem vê caras não vê bichanas
E ao ver o belo semblante de Natacha
Ninguém diz que uma macaca daquelas já come bananas

Qual Branca-de-neve. Qual Cinderella
Mas...ninguém diria que ao olhar para ela
Teria uma vulva tipo boca de panela

Por tudo isto chora.
Por tudo isto padece.
Pedindo sempre sem demora
Que algum sabordalhão ouça a sua prece!

Não a confundam com mulheres da vida,
rameiras ou quengas
É apenas uma mulher
Com problemas nas suas partes fudengas

Por isso tenham pena que a vida é dura
Quando a virem saquem do cartão de crédito, compadeçam-se e passem-no na ranhura!

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quarta-feira, outubro 12

Mais Poesia Ordinário-Erótica

LEONOR VAI À FONTE

Descalça vai à fonte a puta da Leonor
Vai lavar a rata por causa do calor

Mas como a água fria nunca tirou a tesão
A rata até se babava para levar com o sardão

Manel apareceu saltando do arbusto
Tinha entre as pernas um marsapo de meter susto

Leonor fugiu ladeira acima afagando sua snáita
Não fosse ela ficar possuída e querer tocar gaita!!!

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sábado, julho 9

Suave acordar

Deitados de lado... Ele a ela abraçado...
O cantinho do olho ela abriu
E uma sonora bufa ela expliu

Suave e mole gás
Emaranhou pelos acetinados lençóis
Subiu-lhe da parte de trás
E agarrou-se nos pintelhos aos caracóis

Leve brisa do canal
Chegou enfim ao seu destino
A fossa nasal do seu menino

Engoliu em seco
Ansiosa por tal bufete
O seu amor ergueu-se se bradou:
FODA-SE QUE PIVETE!!!!!

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O Regresso....e Natacha

Após algum tempo de ausência volto e volto com vontade de fazer poesia. Poesia Ordinário-Erótica. Não sei se existe, mas se não existia passou a existir. Apeteceu-me inventar. E que me perdoem os púdicos mais uma vez, mas não me envergonho do que escrevo. Apenas gosto de escrever aquilo que o Mundo pensa (às vezes... porque nem sempre estamos a pensar nestas porcarias... eh eh eh... digo eu...)


Natacha

Roliça e serena apanhando sol na esplanada
Lá estava...Perna aberta numa pose realaxada

Lambendo o calipo se quedava Natacha
Deixando antever uma nesga da sua pachacha

Ao belo por-do-sol alaranjado
Sua Puta! Alguém gritou
Natacha olhou de lado
Levantou a perninha direita e um sonoro peido ela soltou

Fez bolhinhas a coca-cola
Do vizinho entesado

Natacha coçou a pachola
com o dedo do meio esticado

De nariz empinado saiu a correr
com os sardões da esplanada a condizer

Altiva e rabitesga
Disse um adeus agitando as bordas da snesga...

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quinta-feira, março 24

Mais poesia para o Novo Milénio!

Nas brumas erguem-se formas que desconheço. Ouço cantos de aves ao longe que me adoçam os ouvidos com lamnetos de árvores que no seu silêncio aflito me turva o pensamento e me leva a crer que existe vida em mim. Páro e escuto os seus passos. Bela e altiva surge do nada. Vestida de nada e seda brilhante, traz nos olhos o fogo da paixão que quem quer viver depressa. Pés descalços e marcados pelo caminho caminham na minha direcção. E com olhos de safira e boca de diamante disse quando parou e se encostou à utima árvore viva:
- Broche e Cu 50 Euros. Sem preservativo é mais caro!

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sábado, fevereiro 5

Poesia para um novo milénio

O Sol pôs-se num céu de fogo e púpura na esperança de um amanhã que talvez não exista. A multidão juntou-se e um bando de aves levantou voo numa cidade distante dali. Na berma da estrada um corpo jazia de olhos abertos. Tinha uma face serena de morte e paz numa luta intemporal. Os lábios frios pareciam sorrir e alguém sussurou - Morreu feliz. Os olhos ainda abertos pareciam esmeraldas agora baças pelo tempo usado e abusado. A pele parecia emitir uma ténue luz que assinalava a queda de um anjo em cima de um homem. Havia beleza e um cheiro a jasmim e flores silvestres invadiu o ar petrificado. E como se do canto do cisne se tratasse alguém gritou na multidão : Essa besta está a fingir!

Fonte de Inspiração: Lili Big and Big Di

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quarta-feira, fevereiro 2

O cavaleiro que tudo via

Longinqua cidade à beira-mar plantada. Tão cheia de tudo tão cheia de nada.

Um sopro na brisa estremece delicados lírios, alvos como a neve que anos anteriores lavaram as penas de quem só se lembra apenas do passado. Alta estátua de mármore respladecente talhada na forma de formoso cavaleiro. Erguido no seu trono pétreo via toda a cidade acoradar, via as crianças que na sua inocência roubavam um doce, via o rio e a multidão apressada ao fim do dia. Via o Sol e a Lua. Via a beleza interior de cada um. Até que um dia uma pomba lhe cagou nos olhos.


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